TJ-PB abre 50 vagas de analista judiciário — e 20 delas são de TI
O edital do TJ-PB saiu com 50 vagas efetivas de Analista Judiciário, remuneração de R$ 7.526,14 em 40 horas semanais e prova marcada para 24 de janeiro, em João Pessoa. As inscrições já estão abertas na FGV. Antes de pagar os R$ 120, vale entender quatro coisas que o edital diz e a manchete não: para onde foram as vagas de verdade, de onde vem o número de R$ 11,5 mil, por que a prova discursiva pode simplesmente não ser corrigida — e um percentual escrito de duas formas diferentes no mesmo subitem.
As 50 vagas: 25 de Direito, 20 de TI e 5 de Contabilidade
O edital trata de um único cargo — Analista Judiciário — dividido em nove especialidades no sistema de inscrição. A escolha pesa muito, porque cada especialidade tem prova específica, lista de classificação própria e limite próprio de correção da discursiva.
| Especialidade | AC | PcD | PN | PI | PQ | Total |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Judiciária | 15 | 2 | 6 | 1 | 1 | 25 |
| TI — Desenvolvimento de Sistemas | 6 | 1 | 3 | 0 | 0 | 10 |
| TI — Inteligência Artificial | 2 | 0 | 1 | 0 | 0 | 3 |
| TI — Gestão de Governança de TI | 1 | 0 | 1 | 0 | 0 | 2 |
| TI — Segurança da Informação | 1 | 0 | 1 | 0 | 0 | 2 |
| TI — Banco de Dados | 1 | 0 | 0 | 0 | 0 | 1 |
| TI — Infraestrutura de TI | 1 | 0 | 0 | 0 | 0 | 1 |
| TI — Ciência e Análise de Dados | 1 | 0 | 0 | 0 | 0 | 1 |
| Contabilidade | 4 | 0 | 1 | 0 | 0 | 5 |
| Total | 32 | 3 | 13 | 1 | 1 | 50 |
AC é ampla concorrência; PcD, pessoa com deficiência; PN, pessoas negras; PI, indígenas; PQ, quilombolas.
Três leituras saltam do quadro. A primeira é a que quase não aparece nas manchetes: somadas, as oito especialidades de Tecnologia da Informação respondem por 20 das 50 vagas, ou 40% do edital. A segunda é que essas 20 vagas são fatiadas de maneira muito desigual — Desenvolvimento de Sistemas concentra 10, metade do total de TI, enquanto Banco de Dados, Infraestrutura e Ciência e Análise de Dados têm uma única vaga cada. Disputar uma vaga só é um cenário bem diferente de disputar dez.
A terceira é sobre a formação. Pelo Anexo II, a especialidade Área Judiciária exige diploma de curso superior em Direito, reconhecido pelo MEC — não é concurso de “qualquer graduação”. As atribuições descritas confirmam o perfil: processamento de feitos, pareceres, pesquisa de legislação e jurisprudência, auxílio técnico ao magistrado e elaboração de minutas de decisões, sentenças e votos. As especialidades de TI e de Contabilidade têm requisitos próprios no mesmo anexo, e vale conferir a formação exata antes de marcar a opção na inscrição.
As reservas seguem o que o edital fixa no Capítulo 1: 5% para pessoas com deficiência e 30% para pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas, nos termos da Resolução CNJ nº 657/2025, distribuídos em 25% para pretos e pardos, 3% para indígenas e 2% para quilombolas. A validade do concurso é de dois anos, prorrogável por igual período.
Um detalhe sobre lotação que muda a expectativa de quem mora no interior: pelo subitem 12.5, depois da homologação do resultado final o tribunal realizará uma audiência pública para definir as unidades judiciárias em que os cargos serão providos. Ou seja, a comarca não está definida no edital — os habilitados são classificados em lista única e podem ser aproveitados em qualquer comarca da Paraíba.
R$ 7.526,14 e os R$ 4 mil que não são salário
O quadro de vagas traz um só valor de remuneração para todas as nove especialidades, com uma nota de rodapé que explica a diferença entre o que circulou nas manchetes e o que vai no contracheque.
| Item | Valor | Natureza |
|---|---|---|
| Remuneração do cargo (40h semanais) | R$ 7.526,14 | remuneração |
| Auxílio alimentação | R$ 2.200,00 | verba indenizatória |
| Auxílio saúde | R$ 1.800,00 | verba indenizatória |
| Soma | R$ 11.526,14 | — |
É daí que vem o “R$ 11,5 mil” de várias chamadas: a soma da remuneração com as duas verbas indenizatórias. O edital as identifica expressamente como verbas indenizatórias, e isso tem efeito prático — verba indenizatória tem natureza e tratamento diferentes de remuneração. Quem está comparando este edital com outro deve comparar R$ 7.526,14 com o valor equivalente do outro certame, e só depois somar auxílios de cada lado.
A jornada é de 40 horas semanais para todas as especialidades, e o cargo é de nível superior. Entre os requisitos do subitem 3.3 para a investidura estão a aprovação no concurso, nacionalidade brasileira ou portuguesa em condição de igualdade, idade mínima de 18 anos, aptidão em exame admissional da Junta Médica Oficial do Poder Judiciário estadual, reputação ilibada comprovada por certidões e registro no órgão fiscalizador da profissão, nos cargos que o exigem.
Inscrição de R$ 120 e as seis portas da isenção
As inscrições são feitas exclusivamente pela internet, na página do concurso na FGV, das 16h de 20 de outubro às 16h de 18 de novembro de 2026, horário de Brasília. A taxa é de R$ 120,00 para todos os cargos de Analista, e o edital é restritivo quanto ao meio: o envio do requerimento gera automaticamente o boleto, e esse é o único caminho de pagamento. O subitem 4.4.1 é explícito ao recusar pagamento feito após 19 de novembro, por qualquer outra modalidade ou por depósito em caixa eletrônico — e o subitem 4.4.4 lembra que, em feriado local, o boleto deve ser pago antes.
Diferente de muitos editais recentes, aqui a isenção não tem janela curta: pelo subitem 5.2, o pedido é feito no próprio ato da inscrição, com upload dos documentos em PDF, JPEG ou JPG de até 5 MB, dentro do mesmo período das inscrições — das 16h de 20 de outubro às 16h de 18 de novembro. Não há prazo de três ou sete dias correndo contra você, o que é uma diferença relevante em relação a certames como o do TJ-AP, que deu apenas 48 horas.
E a lista de hipóteses do subitem 5.1 é uma das mais largas que já vimos em edital estadual:
- CadÚnico (Decretos nº 6.593/2008 e nº 11.016/2022): cópia do documento de inscrição no cadastro e declaração do Anexo IV de que a renda familiar mensal per capita é de até meio salário mínimo.
- Doadores de sangue ou de medula óssea à rede hospitalar pública ou conveniada ao SUS na Paraíba (Lei Estadual nº 11.213/2018). Para sangue, declaração em papel timbrado comprovando três doações nos 12 meses anteriores à publicação do edital; para medula, documento da unidade coletora dos hemocentros estaduais.
- Jurados do Tribunal do Júri da Paraíba (Lei Estadual nº 13.704/2025), com certidão da Vara Criminal competente comprovando serviço em no mínimo dois júris, consecutivos ou não. O benefício vale por dois anos.
- Mulheres vítimas de violência doméstica e familiar (Lei Estadual nº 14.372/2026), mediante certidão de ação penal contra o agressor nos termos da Lei Maria da Penha, comprovante de instauração de inquérito policial ou cadastro no CadÚnico.
- Doadores de plasma sanguíneo curados da COVID-19 (Lei Estadual nº 11.755/2020), com declaração de três doações nos 12 meses anteriores à publicação do edital.
- Doadoras regulares de leite (Lei Estadual nº 8.483/2008). Atenção: essa hipótese é citada no subitem 5.1, mas o edital não traz subitem próprio detalhando a documentação exigida, ao contrário das demais. Quem pretende usá-la deve acompanhar eventual retificação ou consultar a FGV pelo e-mail do concurso antes do fim do prazo.
Vale notar que a mulher vítima de violência doméstica tem, na Paraíba, três caminhos alternativos de comprovação — inclusive o CadÚnico —, enquanto outros editais exigem sentença transitada em julgado. É uma exigência bem menos restritiva, e muita gente que teria direito não sabe disso.
Quem tiver o pedido indeferido pode recorrer no prazo do subitem 5.13 e, se o indeferimento se mantiver, deve imprimir o boleto na página do concurso e pagar no prazo do edital, sob pena de ter a inscrição automaticamente cancelada.
Objetiva e discursiva no mesmo dia: 60 questões e dois cortes
As duas provas são aplicadas em 24 de janeiro de 2027, das 13h às 18h, horário de Brasília, apenas na cidade de João Pessoa. São cinco horas para tudo. Os portões fecham às 12h30, meia hora antes do início, e o edital proíbe terminantemente a entrada depois disso — o candidato deve chegar com uma hora e meia de antecedência, segundo o subitem 11.1.
| Módulo / disciplina | Judiciária | Contabilidade | TI (todas) |
|---|---|---|---|
| Língua Portuguesa | 10 | 10 | 10 |
| Ética e Gestão no Serviço Público | 5 | — | — |
| Raciocínio Lógico e Matemático | — | 5 | 10 |
| Noções de Informática e Proteção de Dados | 5 | 5 | — |
| Conhecimentos Específicos | 40 | 40 | 40 |
| Total | 60 | 60 | 60 |
São questões de múltipla escolha com cinco alternativas e uma única resposta correta, valendo 1 ponto cada, num total de 60 pontos. Não há desconto por erro: questão com mais de uma marcação, sem marcação, com emenda ou rasura simplesmente recebe nota zero. Isso significa que, aqui, não existe razão para deixar questão em branco — é o oposto da lógica das provas de certo e errado, e o raio-x da FGV ajuda a entender como a banca constrói as alternativas.
A prova discursiva é uma única questão de 30 linhas, valendo 40 pontos. Com a objetiva valendo 60, a nota final é a soma das duas, em 100 pontos — e a discursiva responde sozinha por 40% de tudo. É muito peso para uma folha de 30 linhas, e é o tipo de etapa que costuma ser subestimada por quem treina só questão objetiva.
Agora os dois cortes, que funcionam em sequência. O primeiro é a aprovação na objetiva. O subitem 10.12 exige aproveitamento igual ou superior a 60% do total de pontos — e aqui há uma inconsistência no próprio texto do edital que merece registro: o percentual está escrito em número como “60%” e, logo em seguida, entre parênteses, por extenso como “cinquenta por cento”. São 36 pontos em uma leitura e 30 na outra. Até que haja retificação esclarecendo o ponto, o seguro é estudar para 36 dos 60 pontos, o número maior.
O subitem 10.12.1 traz um ponto que muda a conta para parte dos candidatos: de acordo com as Resoluções CNJ nº 401/2021, nº 512/2023 e nº 516/2023, candidatos enquadrados como pessoa com deficiência, negros, indígenas ou quilombolas são considerados aprovados com pontuação 20% inferior à nota mínima da ampla concorrência. É uma regra que existe em muitos editais do Judiciário e passa despercebida por quem não lê o subitem seguinte ao do corte.
O segundo corte é o que mais elimina gente que “passou”. Pelo subitem 10.13, só têm a discursiva corrigida os aprovados na objetiva melhor classificados dentro destes limites:
| Especialidade | Discursivas corrigidas | Vagas |
|---|---|---|
| Área Judiciária | até a 300ª | 25 |
| Desenvolvimento de Sistemas | até a 100ª | 10 |
| Infraestrutura de TI | até a 100ª | 1 |
| Inteligência Artificial | até a 100ª | 3 |
| Banco de Dados | até a 50ª | 1 |
| Gestão de Governança de TI | até a 50ª | 2 |
| Segurança da Informação | até a 50ª | 2 |
| Ciência e Análise de Dados | até a 50ª | 1 |
| Contabilidade | até a 50ª | 5 |
Quem ficar fora desse limite está eliminado, por bem que tenha escrito — a folha nem é lida. Na Área Judiciária, isso significa que os 300 melhores desempenhos na objetiva disputam 25 vagas; em Banco de Dados, os 50 melhores disputam uma. A conclusão prática é incômoda, mas clara: a objetiva decide quem entra no jogo, e a discursiva decide a ordem. Treinar redação sem garantir pontuação na objetiva é esforço que pode nem ser avaliado.
Os critérios de desempate do Capítulo 13 reforçam a mesma hierarquia: depois da idade igual ou superior a 60 anos, vem a maior nota no Módulo de Conhecimentos Específicos e, em seguida, ter exercido efetivamente a função de jurado.
Treze semanas até 24 de janeiro: por onde começar
De 21 de outubro a 24 de janeiro são 95 dias — cerca de treze semanas e meia, com o fim de ano no meio. É um prazo razoável, e a estrutura da prova indica com clareza a ordem.
Semana 1 — inscrição, isenção e escolha da especialidade. Se você se enquadra em alguma das seis hipóteses, peça a isenção no próprio ato da inscrição: o prazo é longo, mas o pedido tem de ser feito junto com o requerimento. E decida a especialidade com o quadro de vagas e a tabela de discursivas na mão — 10 vagas em Desenvolvimento de Sistemas e 1 em Banco de Dados são decisões muito diferentes. Em seguida, monte o edital verticalizado a partir do Anexo I.
Semanas 2 a 8 — os 40 pontos dos Conhecimentos Específicos. São dois terços da objetiva e o conteúdo que define o desempate. Quem vai de Área Judiciária estuda o núcleo de Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Processual Civil e Processual Penal, conforme o programa do anexo. Quem vai de Contabilidade trabalha o conteúdo de contabilidade para concursos. Quem vai de TI se concentra na especialidade escolhida na inscrição.
Semanas 9 a 12 — os 20 pontos restantes. Língua Portuguesa aparece nas três trilhas com 10 questões e é o conteúdo de melhor retorno por hora. Depois, conforme a especialidade: ética e gestão no serviço público e noções de informática e proteção de dados na Judiciária e na Contabilidade, ou raciocínio lógico-matemático, que vale 10 questões nas trilhas de TI.
Última semana — simulados de cinco horas e treino da discursiva. A prova é longa e a discursiva vem no fim de uma jornada de cinco horas, à tarde. Faça pelo menos dois simulados completos cronometrados, com a questão de 30 linhas escrita à mão no mesmo bloco, e use revisão espaçada no que foi visto em outubro e novembro. O guia de como fazer simulados ajuda a calibrar o ritmo.
Um último aviso de calendário: pelo subitem 2.6, qualquer cidadão pode impugnar o edital por e-mail em até cinco dias úteis contados da publicação no Diário da Justiça Eletrônico. Se houver retificação — inclusive sobre o percentual de aprovação e sobre a hipótese de isenção das doadoras de leite —, ela deve sair nesse horizonte. Vale acompanhar a página do concurso antes de fechar o plano de estudos.
As informações deste artigo vêm do texto integral do Edital nº 01/2026 do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, disponível na página oficial do concurso na FGV. Em caso de divergência entre qualquer resumo e o documento oficial, prevalece o edital vigente. Esta página será atualizada se houver retificação relevante.
Fontes oficiais
- Edital nº 01/2026 do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba — texto integral com o quadro de vagas e a remuneração (subitem 3.1), os requisitos do Anexo II, as regras de inscrição e de pagamento (Capítulo 4), as seis hipóteses de isenção (Capítulo 5), a estrutura e as datas das provas (Capítulo 10), os critérios de aprovação e o limite de discursivas corrigidas (subitens 10.12 e 10.13) e os critérios de desempate (Capítulo 13) — Tribunal de Justiça da Paraíba / FGV. Acesso em 2026-10-21. Fonte primária.
- Página oficial do concurso TJ-PB 2026 na FGV — endereço único de inscrição, de pedido de isenção, de emissão do boleto e de divulgação dos resultados e dos editais complementares, com o canal de atendimento do certame — Fundação Getulio Vargas. Acesso em 2026-10-21. Fonte oficial da banca.
Histórico de atualização
- — Publicação original, um dia após a assinatura do Edital nº 01/2026 e a abertura das inscrições, com o texto integral do edital publicado na página do concurso na FGV.
Perguntas frequentes
Quantas vagas oferece o concurso do TJ-PB 2026 e quais são as especialidades?
São 50 vagas efetivas de Analista Judiciário, mais cadastro de reserva, divididas em nove especialidades: Área Judiciária (25), TI – Desenvolvimento de Sistemas (10), TI – Inteligência Artificial (3), TI – Gestão de Governança de TI (2), TI – Segurança da Informação (2), TI – Banco de Dados (1), TI – Infraestrutura de TI (1), TI – Ciência e Análise de Dados (1) e Contabilidade (5). Somadas, as oito especialidades de Tecnologia da Informação respondem por 20 das 50 vagas.
Quando são as inscrições do concurso do TJ-PB 2026 e quanto custa a taxa?
As inscrições vão das 16h de 20 de outubro às 16h de 18 de novembro de 2026, horário de Brasília, exclusivamente pelo site da FGV. A taxa é de R$ 120,00 para todos os cargos de Analista e só pode ser paga pelo boleto gerado automaticamente no envio do requerimento. O pagamento após 19 de novembro de 2026, ou por qualquer outra modalidade, não é aceito.
Qual é o salário de analista judiciário do TJ-PB?
A remuneração é de R$ 7.526,14 para todas as nove especialidades, em jornada de 40 horas semanais. Além dela, o edital informa duas verbas indenizatórias: auxílio alimentação de R$ 2.200,00 e auxílio saúde de R$ 1.800,00. Os valores de aproximadamente R$ 11,5 mil que aparecem em algumas manchetes somam a remuneração e essas duas verbas, que não são salário.
Qual é a formação exigida para analista judiciário do TJ-PB?
Todos os cargos são de nível superior. Pelo Anexo II do edital, a especialidade Área Judiciária exige diploma de conclusão de curso superior em Direito, reconhecido pelo MEC. As especialidades de Tecnologia da Informação e de Contabilidade têm requisitos próprios descritos no mesmo anexo, por isso é preciso conferir a formação exata antes de escolher a especialidade na inscrição.
Quando e onde é a prova do concurso do TJ-PB 2026?
A prova objetiva e a prova discursiva são aplicadas no mesmo dia, 24 de janeiro de 2027, das 13h às 18h, horário de Brasília, na cidade de João Pessoa. Os portões fecham 30 minutos antes do início, às 12h30, e é proibida a entrada depois disso. Os locais exatos são divulgados na página do concurso na FGV.
Como é a prova do TJ-PB e qual é a nota mínima?
A prova objetiva tem 60 questões de múltipla escolha com cinco alternativas, valendo 1 ponto cada, totalizando 60 pontos. A prova discursiva é uma questão de 30 linhas valendo 40 pontos, e a nota final é a soma das duas. Pelo subitem 10.12, é aprovado na objetiva quem obtiver aproveitamento igual ou superior a 60% do total de pontos — o edital escreve esse percentual em número como 60% e, entre parênteses, por extenso como cinquenta por cento, divergência que pode ser esclarecida por retificação.
Todos os aprovados na objetiva têm a discursiva corrigida no TJ-PB?
Não. Pelo subitem 10.13, só têm a prova discursiva corrigida os candidatos aprovados na objetiva e melhor classificados dentro de limites por especialidade: até a 300ª posição na Área Judiciária; até a 100ª em Desenvolvimento de Sistemas, Infraestrutura de TI e Inteligência Artificial; e até a 50ª em Banco de Dados, Gestão de Governança de TI, Segurança da Informação, Ciência e Análise de Dados e Contabilidade.
Quem pode pedir isenção da taxa no concurso do TJ-PB 2026?
O subitem 5.1 prevê isenção para inscritos no CadÚnico; doadores de sangue ou de medula óssea à rede pública ou conveniada ao SUS na Paraíba; cidadãos que atuaram como jurados do Tribunal do Júri no estado, em pelo menos dois júris; mulheres vítimas de violência doméstica e familiar; doadoras regulares de leite; e doadores de plasma curados da COVID-19. O pedido é feito no próprio ato da inscrição, com upload dos documentos, no mesmo período das inscrições: das 16h de 20 de outubro às 16h de 18 de novembro de 2026.