Concursos 2027: o que o Orçamento prevê
O governo federal enviou ao Congresso, em 31 de agosto de 2026, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027. No anexo que trata de pessoal, a proposta prevê 53.530 vagas para criação e provimento de cargos nos Poderes e órgãos federais.
Isso não significa 53 mil vagas em edital — mas é o melhor termômetro do que vem por aí. Veja o que os números dizem, quais pedidos já estão em andamento e por que o fim de 2026 é o melhor momento para começar.
O que é o PLOA e por que ele importa para quem estuda
O PLOA é a proposta de orçamento do ano seguinte. O Anexo V reúne as autorizações de despesa com pessoal: criação de cargos (novas posições) e provimento (preencher cargos que já existem, por concurso). Sem previsão no orçamento, um órgão federal não consegue contratar.
Depois de aprovado pelo Congresso, o orçamento vira a Lei Orçamentária Anual. Ainda assim, cada concurso precisa de autorização própria — por isso a previsão indica potencial, não garantia.
Os números de 2027
- 53.530 vagas no total: 48.826 para provimento e 4.704 para criação de cargos.
- O Poder Executivo concentra a maior parte. Considerando os servidores civis do Executivo, a imprensa especializada aponta até 32 mil vagas, das quais cerca de 19,4 mil na educação federal (universidades e institutos).
- Judiciário, Legislativo, Ministério Público da União e Defensoria Pública da União também têm vagas previstas.
Os números podem mudar durante a tramitação no Congresso. Acompanhe as atualizações deste texto.
Pedidos que já estão em andamento
Parte dos concursos de 2027 já tem pedido, previsão ou autorização em curso. Acompanhamos os principais:
- INSS — pedido de 10 mil vagas ao Ministério da Gestão, ainda sem autorização;
- DPU — 810 vagas previstas na Lei Orçamentária;
- AGU — 403 vagas solicitadas;
- CGU — 60 vagas de auditor autorizadas;
- Receita Federal e Banco Central — acompanhe o status do edital.
Veja também o panorama de concursos federais e da área fiscal.
Por que começar a estudar agora
Entre a publicação do edital e a prova costuma haver poucos meses. Quem começa a estudar só quando o edital sai disputa com quem já está com a base pronta.
A vantagem de começar no fim de 2026 é estudar a base comum — Português, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Raciocínio Lógico e Informática — que cai em quase todos os concursos federais. Quando o edital da sua área sair, você só precisa acrescentar as específicas.
Se você está começando, veja como começar a estudar para concurso do zero.
Um plano simples até o fim do ano
- Outubro: escolha a área e comece a base comum com questões desde a primeira semana.
- Novembro: mantenha o ciclo e comece a revisão espaçada do que já estudou.
- Dezembro: faça um simulado da base comum para medir onde está e ajuste o plano de 2027.
Monte o ciclo com as horas que você tem e acompanhe sua evolução por matéria no EstudePlan.
Fontes oficiais
- Projeto de Lei Orçamentária Anual — PLOA 2027 — Ministério do Planejamento e Orçamento. Acesso em 2026-09-26. Fonte primária.
- Orçamento de 2027 tem salário mínimo de R$ 1.741 e redução de despesas com pessoal — Agência Câmara de Notícias. Acesso em 2026-09-26. Fonte primária.
- Orçamento de 2027 prevê 32 mil vagas no Executivo federal, 19,4 mil na educação — Correio Braziliense. Acesso em 2026-09-26.
Histórico de atualização
- — Publicação com os números do PLOA 2027 enviado ao Congresso em 31 de agosto de 2026.
Perguntas frequentes
Quantas vagas de concursos estão previstas para 2027?
O PLOA 2027 prevê 53.530 vagas para criação e provimento de cargos federais: 48.826 de provimento e 4.704 de criação. O número pode mudar na tramitação e cada concurso ainda precisa de autorização própria.
Quais concursos federais podem sair em 2027?
Estão em andamento pedidos e previsões para órgãos como INSS, DPU, AGU e CGU, além de Receita Federal e Banco Central. Acompanhe o status de cada um nos links deste texto.
Vale a pena começar a estudar antes do edital?
Sim. O intervalo entre edital e prova costuma ser curto, e a base comum (Português, Constitucional, Administrativo, Raciocínio Lógico e Informática) cai em quase todos os concursos federais.