Concurso TJ-RS 2026: 30 vagas para juiz e inscrições a partir de 15 de setembro
A Comissão de Concurso do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul tornou pública a abertura do concurso para Juiz de Direito Substituto, com 30 vagas e subsídio inicial de R$ 30.505,36. A prestação dos serviços técnicos especializados é da FGV, as inscrições abrem em 15 de setembro e a primeira prova é em 13 de dezembro — pouco mais de 13 semanas a partir de agora. Este texto reúne o que o edital diz sobre vagas, requisitos, etapas, notas de corte e prazos, com os pontos que mais custam eliminação em concurso de magistratura.
As 30 vagas e a reserva por cotas
O edital abre 30 vagas no cargo de Juiz de Direito Substituto, quantitativo que, segundo o próprio documento, poderá ser ampliado durante o prazo de validade do concurso, por decisão do Tribunal de Justiça, observados os limites orçamentários e critérios de conveniência e oportunidade.
A distribuição das vagas já vem definida no texto de abertura:
| Modalidade | Percentual | Vagas |
|---|---|---|
| Ampla concorrência | — | 19 |
| Pessoas com deficiência | 5% | 1 |
| Pessoas negras | 25% | 8 |
| Pessoas indígenas | 3% | 1 |
| Pessoas quilombolas | 2% | 1 |
O edital também define o que acontece com vagas reservadas não preenchidas. As de pessoas com deficiência voltam para a ampla concorrência. Já entre indígenas e quilombolas há remanejamento cruzado: se faltarem candidatos indígenas, as vagas vão para quilombolas, e vice-versa; se faltarem nas duas, seguem para pessoas negras e, por último, para a ampla concorrência, sempre na ordem de classificação.
Vale registrar um detalhe que muda a estratégia de quem concorre por cotas: como você vai ver mais adiante, o limite de candidatos que passam para a segunda etapa não se aplica às listas específicas de PcD, negros, indígenas e quilombolas.
Requisitos: ENAM, três anos de atividade jurídica e mais
Antes de qualquer plano de estudos, confira se você cumpre os requisitos do item 3.1 do edital. Para o ingresso no cargo é preciso:
- ser brasileiro nato ou naturalizado, ou ter naturalidade portuguesa amparada pelo Decreto nº 70.391/1972;
- ter menos de 65 anos na data da posse;
- ter concluído o bacharelado em Direito em instituição reconhecida pelo MEC;
- haver exercido atividade jurídica pelo período mínimo de 3 anos;
- apresentar o certificado de habilitação no ENAM — Exame Nacional da Magistratura —, emitido pela Enfam.
O ponto do ENAM merece atenção redobrada por causa do prazo. O edital exige que o certificado esteja válido até o último dia do período de inscrições, inclusive, e o documento é enviado no próprio ato da inscrição preliminar, junto com o documento de identificação e uma foto 3x4. Ou seja: sem certificado válido em mãos até 14 de outubro, não há inscrição.
Inscrições, taxa e a janela curta da isenção
As inscrições são feitas exclusivamente pela internet, no site da FGV, em https://conhecimento.fgv.br/concursos/tjrsjuiz26.
- Período: das 16h de 15 de setembro às 16h de 14 de outubro de 2026, horário oficial de Brasília.
- Taxa: R$ 305,00.
- Isenção: das 16h de 15 de setembro às 16h de 21 de setembro de 2026.
- Nome social: pode ser solicitado por e-mail até o último dia do período de inscrições.
Repare no descompasso entre os dois prazos. A inscrição tem um mês; o pedido de isenção tem uma semana. Quem depende do benefício não pode tratar o assunto como algo para “resolver depois”: a janela abre e fecha ainda em setembro.
A isenção é dirigida ao candidato com renda per capita familiar de até um salário mínimo e meio nacional, nos termos da Lei Estadual nº 13.320/2009, e exige envio de documentação comprobatória dentro do prazo. O edital é explícito ao dizer que estar inscrito em programas sociais ou ter obtido isenção em outros certames não garante, por si só, o benefício aqui.
Outro detalhe do item 4.6: pagar a taxa não é, sozinho, suficiente para deferir a inscrição. Ela só se efetiva após a confirmação do pagamento pelo banco — ou o deferimento da isenção — e o envio correto dos documentos exigidos.
As cinco etapas do concurso
O concurso se desdobra em cinco etapas, conforme a Resolução nº 1.542/2025 – COMAG, que passa a fazer parte integrante do edital:
- Primeira Etapa — Prova Objetiva Seletiva, eliminatória e classificatória.
- Segunda Etapa — duas provas escritas: uma discursiva e uma prática de sentença. A discursiva é feita em um único dia; a prática de sentença é dividida em dois dias, com uma sentença cível e uma criminal.
- Terceira Etapa — inscrição definitiva, exames de sanidade física e mental, exame psicotécnico e sindicância da vida pregressa e investigação social, de caráter eliminatório.
- Quarta Etapa — eliminatória e classificatória.
- Quinta Etapa — prova de títulos, de caráter classificatório.
A Prova Escrita Discursiva vale 10,00 pontos e é composta de 6 a 8 questões sobre quaisquer pontos do programa do Anexo II, exigindo nota igual ou superior a 6 para aprovação. Até 10% da pontuação de cada questão pode ser destinada ao uso correto da língua portuguesa e à capacidade de exposição — não é um detalhe decorativo: escrever mal custa nota mesmo quando o conteúdo está certo.
Um dado prático que muita gente ignora: todas as provas são realizadas na cidade de Porto Alegre. Quem mora longe precisa somar deslocamento e hospedagem ao orçamento do certame, e não apenas uma vez — são várias etapas presenciais ao longo de meses.
Como é a Prova Objetiva Seletiva
Pelo item 12.2, a Prova Objetiva Seletiva é avaliada na escala de 0 a 10 pontos e composta por 100 questões de múltipla escolha, cada uma com cinco alternativas e apenas uma correta, agrupadas em três blocos por área de conhecimento:
| Bloco | Disciplinas | Questões | Pontos |
|---|---|---|---|
| Bloco I | Língua Portuguesa, Direito Civil, Direito Processual Civil, Direito do Consumidor, Direito da Criança e do Adolescente | 40 | 4 |
| Bloco II | Direito Penal, Direito Processual Penal, Direito Constitucional, Direito Eleitoral | 30 | 3 |
| Bloco III | Direito Empresarial, Direito Tributário, Direito Ambiental, Direito Administrativo, noções gerais de Direito e formação humanística, Direitos Humanos | 30 | 3 |
Essa tabela é o mapa do seu cronograma. O Bloco I sozinho vale 40% da prova, e Civil e Processual Civil ocupam boa parte dele. Se o seu tempo é curto, é ali que cada hora estudada tem o maior retorno esperado — sem, claro, abandonar os outros dois blocos, pelo motivo que vem a seguir.
O gabarito oficial preliminar sai em até 3 dias após a realização da prova, publicado no Diário da Justiça Eletrônico e nos sites do TJ-RS e da FGV. Como a banca é a FGV, vale conhecer o padrão de enunciado da casa antes de montar os simulados — o raio-x da FGV resume o estilo e as pegadinhas mais frequentes.
Nota mínima e o redutor que define quem avança
Habilitar-se na objetiva exige acertos cumulativos, e não só uma boa média. Pelo item 12.11, é preciso obter no mínimo 30% de acertos em cada bloco e 60% no total da prova, o que corresponde a:
- 1,2 ponto no Bloco I;
- 0,9 ponto no Bloco II;
- 0,9 ponto no Bloco III;
- 6,0 pontos no total da prova.
É por isso que zerar um bloco inteiro elimina, mesmo com desempenho alto nos outros dois. Ignorar Direito Eleitoral ou Ambiental “porque cai pouco” é uma aposta contra a própria regra do edital.
Passar da nota mínima também não basta. O item 12.12 estabelece um redutor para a Segunda Etapa, que varia com o número de inscritos:
| Número de inscritos | Classificados para a Segunda Etapa |
|---|---|
| Até 1.500 | os 200 candidatos com as maiores notas |
| Mais de 1.500 | os 300 candidatos com as maiores notas |
| Mais de 10.000 | os 500 candidatos com as maiores notas |
Havendo empate na última posição, todos os empatados seguem no certame, ainda que ultrapassem o limite. E, como adiantamos, o redutor não se aplica a quem concorre às vagas de pessoas com deficiência, negros, indígenas e quilombolas: esses candidatos são convocados em listas específicas, desde que tenham obtido a nota mínima de 6,0 pontos na objetiva.
Plano de estudos em 13 semanas até 13 de dezembro
De 9 de setembro a 13 de dezembro são cerca de 13 semanas. É pouco para quem vai começar do zero e suficiente para quem já vem de uma preparação de carreira jurídica.
Semana 1 — resolver a burocracia e mapear o programa. Confirme o certificado do ENAM, faça a inscrição assim que abrir em 15 de setembro e, se for o caso, envie o pedido de isenção antes de 21 de setembro. Em paralelo, monte o edital verticalizado a partir do Anexo II, separando o que é revisão do que é conteúdo novo.
Semanas 2 a 6 — Bloco I com prioridade. São 40 questões e 4 pontos. Civil e Processual Civil pedem leitura de lei seca com jurisprudência; Consumidor e ECA rendem questões previsíveis e são um ganho rápido de pontos.
Semanas 7 a 10 — Blocos II e III. Aqui entram Penal, Processual Penal, Constitucional e Eleitoral, mais o bloco de Empresarial, Tributário, Ambiental, Administrativo, formação humanística e Direitos Humanos. Como cada bloco tem mínimo próprio, o objetivo não é dominar tudo: é garantir que nenhum deles fique abaixo de 30%.
Semanas 11 e 12 — simulados no formato da prova. Blocos de 100 questões, cronometrados, com cinco alternativas. Antes de definir sua estratégia de chute, confira no edital vigente a regra de pontuação aplicada a este certame. Use os resultados para calibrar sua taxa de acerto por bloco, seguindo o guia de como fazer simulados.
Semana 13 — revisão e leitura do edital. Revisão espaçada do que já foi estudado e releitura do edital atrás de retificações. Quem já pensa na segunda etapa pode começar a escrever uma questão discursiva por semana desde já — a prova escrita chega em março de 2027, mas a habilidade de redigir sob relógio não se improvisa.
Se você concilia a preparação com a advocacia ou com um cargo público, proteja blocos fixos em dias úteis em vez de apostar em maratonas de fim de semana: as estratégias para conciliar trabalho e estudos valem mais aqui do que qualquer sprint isolado.
O cronograma completo do Anexo III prevê ainda a Prova Escrita Discursiva em 14 de março de 2027, a Prova Prática de Sentença Cível em 14 de março de 2027 e a Sentença Criminal em 15 de março de 2027. O próprio anexo registra que o cronograma está sujeito a alterações.
As informações deste artigo vêm do Edital nº 0031/2026 – DMAG, disponibilizado no Diário da Justiça Eletrônico do TJ-RS em 27 de agosto de 2026, e da página oficial do concurso na FGV. Em caso de divergência entre qualquer resumo e o documento oficial, prevalece o edital vigente. Esta página será atualizada se houver retificação relevante.
Fontes oficiais
- Edital nº 0031/2026 – DMAG, do Concurso para Juiz de Direito Substituto do TJ-RS, disponibilizado no DJE em 27 de agosto de 2026 — Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e FGV. Acesso em 2026-09-09. Fonte primária.
- Página oficial do Concurso Público para Juiz de Direito Substituto do TJ-RS, com editais e sistema de inscrição — FGV, responsável pelos serviços técnicos especializados. Acesso em 2026-09-09. Fonte primária.
Histórico de atualização
- — Publicação original, na semana anterior à abertura das inscrições, com os dados do Edital nº 0031/2026 – DMAG.
Perguntas frequentes
Quando abrem as inscrições do concurso TJ-RS 2026 para juiz?
Pelo Edital nº 0031/2026 – DMAG, as inscrições preliminares ficam abertas das 16h do dia 15 de setembro de 2026 até as 16h do dia 14 de outubro de 2026, exclusivamente pela internet, no site da FGV.
Quantas vagas tem o concurso para Juiz de Direito Substituto do TJ-RS?
São 30 vagas, quantitativo que poderá ser ampliado durante o prazo de validade do concurso. Do total, 19 vagas são de ampla concorrência, 1 para pessoa com deficiência, 8 para pessoas negras, 1 para indígenas e 1 para quilombolas.
Qual é o salário de um Juiz de Direito Substituto do TJ-RS?
O edital informa subsídio de R$ 30.505,36 na data da publicação do documento.
Quais são os requisitos para se inscrever no concurso da magistratura do RS?
É preciso ser brasileiro nato ou naturalizado, ter menos de 65 anos na data da posse, ser bacharel em Direito por instituição reconhecida pelo MEC, comprovar pelo menos 3 anos de atividade jurídica e apresentar o certificado de habilitação no ENAM, emitido pela Enfam, válido até o último dia do período de inscrições.
Quando será a prova objetiva do concurso TJ-RS 2026?
O cronograma previsto no Anexo III do edital marca a Prova Objetiva Seletiva para 13 de dezembro de 2026. Todas as provas do concurso são realizadas em Porto Alegre e o cronograma está sujeito a alterações.
Como é a prova objetiva do concurso de juiz do TJ-RS?
A Prova Objetiva Seletiva é avaliada de 0 a 10 pontos e tem 100 questões de múltipla escolha com cinco alternativas, divididas em três blocos: 40 questões no Bloco I, 30 no Bloco II e 30 no Bloco III. Para ser habilitado, o candidato precisa de no mínimo 30% de acertos em cada bloco e 60% no total da prova.