Concursos Edital publicado

Sefaz-AL: inscrições abrem em 17 de setembro e a isenção fecha em 24

Por Mateus Souza Atualizado em 8 min de leitura
Mesa de trabalho com calculadora, gráficos e documentos fiscais estilizados, representando a carreira de auditor fiscal estadual
Imagem editorial ilustrativa produzida para o EstudePlan.
Inscrições
17/9 a 21/10
taxa de R$ 300,00
Remuneração
R$ 25.270,68
40 horas semanais
Prova objetiva
20/12/2026
em Maceió

Um dos concursos fiscais mais aguardados do ano entra na fase de inscrição nesta quinta-feira. O concurso da Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas para Auditor Fiscal da Administração Tributária Estadual (AFTE) oferta 100 vagas — 40 imediatas e 60 de cadastro de reserva — com remuneração de R$ 25.270,68 e exigência de curso superior em qualquer área de formação. A execução é do Cebraspe, a prova objetiva é em 20 de dezembro e, entre a abertura das inscrições e a prova, sobram pouco mais de 13 semanas. Veja o que o edital exige, onde ele elimina e como distribuir o conteúdo nesse prazo.

O calendário da inscrição, dia a dia

Todo o cronograma da fase de inscrição está no Anexo I do edital, com horários oficiais de Brasília:

Cronograma previsto da fase de inscrição — Anexo I do Edital nº 1 – SEFAZ/AL
EventoData
Divulgação das respostas às impugnações ao edital16/9/2026
Solicitação de inscrição com isenção de taxa17 a 24/9/2026, das 10h às 18h
Período de solicitação de inscrições17/9 a 21/10/2026, das 10h às 18h
Relação provisória de isenções deferidas7/10/2026
Recursos contra o indeferimento da isenção8 e 9/10/2026
Relação final de isenções deferidas21/10/2026
Verificação e reenvio da foto da inscrição22 e 23/10/2026
Data final para o pagamento da taxa23/10/2026
Consulta aos locais de prova4/12/2026
Aplicação das provas objetivas20/12/2026
Aplicação da prova discursiva10/1/2027
Resultado final nas objetivas e provisório na discursiva5/2/2027

Note o descompasso entre dois prazos que muita gente confunde. A relação final de isenções deferidas só sai em 21 de outubro — exatamente o último dia de inscrição. Quem tiver o pedido indeferido ainda tem até 23 de outubro para pagar a taxa, mas precisa ter feito a solicitação de inscrição dentro do prazo. Pedir isenção não dispensa o ato de se inscrever.

Há também um detalhe operacional fácil de esquecer: nos dias 22 e 23 de outubro abre o link para verificar se a foto enviada na inscrição foi aceita, com prazo para reenvio. Foto recusada e não substituída é problema na hora da prova.

A isenção tem oito dias e lei estadual própria

O pedido de isenção da taxa de R$ 300,00 vai de 17 a 24 de setembro, das 10h às 18h. A isenção total é concedida apenas aos candidatos amparados pela Lei Estadual nº 7.858/2016, pela Lei Estadual nº 6.873/2007 (regulamentada pelo Decreto Estadual nº 3.972/2008), pela Lei Estadual nº 8.198/2019, pela Lei Estadual nº 8.542/2021 e pela Lei Estadual nº 9.716/2025.

Como em todo concurso do Cebraspe, a documentação é enviada por upload no próprio sistema, em imagens legíveis com extensões “.pdf”, “.png”, “.jpeg” ou “.jpg” e até 2 MB por arquivo. O edital é explícito: não será deferida a solicitação de quem não enviar a imagem legível da documentação exigida, e a solicitação feita fora do período é indeferida sem exceção — não vale envio por e-mail, correio ou requerimento administrativo.

Vale ainda guardar os documentos: o Cebraspe pode pedir o envio por carta registrada para confirmar a veracidade das informações, e prestar informação inverídica leva à eliminação do concurso.

As 100 vagas e a reserva

O quadro do subitem 4.1 separa provimento imediato de cadastro de reserva:

Distribuição das vagas — subitem 4.1 do Edital nº 1 – SEFAZ/AL
ModalidadeVagas imediatasCadastro de reserva
Ampla concorrência (AC)3045
Pessoas com deficiência (PcD)23
Pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas (PPIQ)812
Total4060

Os aprovados e nomeados podem ser lotados em qualquer unidade da Secretaria de Estado da Fazenda no território alagoano — sede, gerências regionais e postos fiscais. Não há escolha de lotação no ato da inscrição, o que importa para quem hoje mora fora de Maceió.

O requisito é curto e explica a fila esperada: diploma de conclusão de curso de nível superior em qualquer área de formação, reconhecido pelo MEC. Não é concurso restrito a contadores, economistas ou advogados.

160 itens, certo ou errado, com ponto negativo

A prova segue o método do Cebraspe. Cada prova objetiva é constituída de itens para julgamento, agrupados por comandos, e o julgamento de cada item é CERTO ou ERRADO. São duas provas objetivas aplicadas no mesmo dia, com 4 horas e 30 minutos de duração, no turno da tarde:

  • P1 — Conhecimentos Básicos: 60 itens;
  • P2 — Conhecimentos Específicos: 100 itens;
  • Total: 160 itens.

A regra de pontuação é a que assusta quem vem de banca de múltipla escolha: item em concordância com o gabarito rende ponto positivo; item em discordância rende ponto negativo de mesmo valor; ausência de marcação ou marcação dupla rende 0,00. Na prática, um chute errado não é neutro — ele apaga um acerto.

Como o valor de cada item é calculado sobre o número de itens válidos de cada prova (60 em P1 e 100 em P2, descontados os anulados), P2 pesa mais na nota final do que a simples contagem de questões sugere. Quem conhece o estilo da casa sai na frente; o raio-x do Cebraspe resume os padrões de enunciado e as armadilhas mais frequentes.

Três notas mínimas — e um redutor por cargo

Pelo subitem 8.11.5, será reprovado e eliminado o candidato que se enquadrar em pelo menos um destes casos: nota em P1 inferior a M1, nota em P2 inferior a M2 ou nota no conjunto das objetivas inferior a M3. Esses limites não são fixos em pontos absolutos; são calculados a partir do número de itens que sobrarem após eventuais anulações, pelas fórmulas do subitem 8.11.4:

  • N1 = (60 − np1) × 0,2 — ou seja, cerca de 20% de aproveitamento em P1;
  • N2 = (100 − np2) × 0,3 — cerca de 30% em P2;
  • N3 = (160 − nT) × 0,3 — cerca de 30% no conjunto das duas provas.

M1, M2 e M3 são obtidos desprezando-se a parte não inteira de cada um desses números. Como as notas já vêm líquidas de erros, esses percentuais exigem um desempenho bruto bem mais alto do que parece.

Passar do mínimo, porém, não basta. O subitem 8.11.6 fixa um limite de aprovados nas provas objetivas, respeitados os empates na última posição:

Limite de aprovados nas provas objetivas — subitem 8.11.6
ModalidadeAprovados
Ampla concorrênciaos 375 mais bem classificados
Pessoas com deficiênciaos 25 mais bem classificados
Pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolasos 100 mais bem classificados

Se o número de aprovados nas listas de PcD ou PPIQ for menor que esses quantitativos, as vagas remanescentes do limite são preenchidas por candidatos da ampla concorrência, na ordem de classificação.

A prova discursiva, aplicada em 10 de janeiro de 2027, vale 40,00 pontos e consiste em quatro questões de 10,00 pontos cada, respondidas em até 30 linhas, sobre ciência de dados, auditoria fiscal, finanças públicas e reforma tributária. A nota de cada questão é calculada por NQ = NC − 2 × NE ÷ TL, em que NE é o número de erros de língua portuguesa e TL o número de linhas efetivamente escritas — escrever mal custa nota mesmo com o conteúdo certo. É aprovado quem somar 20,00 pontos ou mais.

O conteúdo tem Reforma Tributária, IA e Ciência de Dados

O item 14 do edital divide o programa em dois blocos. Em Conhecimentos Básicos (P1) estão Matemática Financeira, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Contabilidade Geral, Direito Tributário, Estatística e Probabilidade, Contabilidade Pública e Economia.

Em Conhecimentos Específicos (P2), a lista revela a cara do fisco estadual de 2026: Finanças Públicas, Legislação Tributária Estadual, Reforma Tributária, Auditoria Fiscal, Ciência de Dados, Inteligência Artificial, Desenvolvimento de Sistemas e Infraestrutura de TIC e Segurança da Informação.

Não é enfeite. As próprias atribuições do cargo, descritas no item 2, incluem examinar registros mantidos em meio digital e desempenhar atividades relacionadas à tecnologia da informação na fiscalização. O programa cobra, entre outros pontos, aprendizado de máquina, modelagem preditiva, Big Data e Business Intelligence — assuntos que um candidato de formação exclusivamente jurídica ou contábil dificilmente domina sem estudo dirigido.

Se a área fiscal é o seu alvo de médio prazo, vale olhar o panorama de concursos da área fiscal em 2026 antes de decidir onde concentrar as próximas semanas.

Plano de estudos em 13 semanas até 20 de dezembro

De 17 de setembro a 20 de dezembro são pouco mais de 13 semanas. É apertado para quem começa do zero e viável para quem já vem de preparação fiscal.

Semana 1 — inscrição e mapa do edital. Inscreva-se assim que o sistema abrir e, se for o caso, resolva a isenção até 24 de setembro. Em paralelo, monte o edital verticalizado separando as oito matérias de P1 das oito de P2.

Semanas 2 a 6 — o núcleo tributário e contábil. Direito Tributário, Contabilidade Geral, Contabilidade Pública e Legislação Tributária Estadual formam o eixo que se repete entre P1 e P2. É aqui que cada hora tem o maior retorno esperado, e é aqui que a Reforma Tributária se encaixa naturalmente.

Semanas 7 a 10 — o bloco quantitativo e o bloco de tecnologia. Matemática Financeira, Estatística e Probabilidade e Economia de um lado; Ciência de Dados, Inteligência Artificial, Desenvolvimento de Sistemas e Infraestrutura de TIC do outro. Para quem não é da área, o objetivo aqui não é dominar: é garantir que os itens mais previsíveis — conceitos, definições e classificações — não virem prejuízo.

Semanas 11 e 12 — simulados no formato da banca. Blocos de 160 itens de certo ou errado, cronometrados em 4h30. Antes de definir sua estratégia de marcação, releia a regra de pontuação no edital vigente: com ponto negativo, saber quando não marcar vale nota. O guia de como fazer simulados ajuda a transformar esses resultados em ajuste de rota.

Semana 13 — revisão e leitura do edital. Revisão espaçada do que já foi estudado e releitura do edital atrás de retificações. Os locais de prova saem em 4 de dezembro; reserve deslocamento e hospedagem para Maceió com antecedência, porque toda a aplicação é lá.

Se você quer a análise completa do edital, com a distribuição detalhada de vagas e o programa por matéria, veja o texto publicado quando o edital da Sefaz-AL foi divulgado.

As informações deste artigo vêm do Edital nº 1 – SEFAZ/AL, de 24 de agosto de 2026, disponibilizado pela Seplag/AL e pelo Cebraspe. Em caso de divergência entre qualquer resumo e o documento oficial, prevalece o edital vigente. Esta página será atualizada se houver retificação relevante.

Fontes oficiais

  1. Edital nº 1 – SEFAZ/AL, de 24 de agosto de 2026, com o quadro de vagas, os critérios de avaliação, o conteúdo programático e o cronograma do Anexo I — Seplag/AL e Cebraspe. Acesso em 2026-09-16. Fonte primária.
  2. Página oficial do concurso público da Sefaz/AL para Auditor Fiscal, com editais, comunicados e sistema de inscrição — Cebraspe, instituição executora. Acesso em 2026-09-16. Fonte primária.

Histórico de atualização

  • — Publicação original, na véspera da abertura das inscrições, com o cronograma vigente do Anexo I.

Perguntas frequentes

Quando abrem as inscrições do concurso Sefaz-AL 2026?

Pelo cronograma do Anexo I do Edital nº 1 – SEFAZ/AL, as inscrições vão das 10 horas de 17 de setembro de 2026 às 18 horas de 21 de outubro de 2026, horário oficial de Brasília, no site do Cebraspe. A taxa é de R$ 300,00 e o prazo final de pagamento é 23 de outubro de 2026.

Até quando dá para pedir isenção da taxa no concurso da Sefaz-AL?

O período de solicitação de inscrição com isenção de taxa vai das 10 horas de 17 de setembro às 18 horas de 24 de setembro de 2026. A relação provisória dos pedidos deferidos sai em 7 de outubro, com recursos em 8 e 9 de outubro e resultado final em 21 de outubro.

Quantas vagas tem o concurso da Sefaz-AL para Auditor Fiscal?

São 100 vagas no total: 40 de provimento imediato (30 de ampla concorrência, 2 para pessoas com deficiência e 8 para pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas) e 60 de cadastro de reserva (45, 3 e 12, na mesma ordem).

Qual é o salário do Auditor Fiscal da Sefaz-AL?

O edital informa remuneração de R$ 25.270,68 para o cargo de Auditor Fiscal da Administração Tributária Estadual (AFTE), com carga horária de 40 horas semanais. O requisito é diploma de curso superior em qualquer área de formação reconhecido pelo MEC.

Quando são as provas do concurso da Sefaz-AL 2026?

As provas objetivas estão marcadas para 20 de dezembro de 2026 e a prova discursiva para 10 de janeiro de 2027, ambas na cidade de Maceió/AL, com duração de 4 horas e 30 minutos cada. O cronograma é previsto e pode ser alterado por edital.

Como é a prova objetiva do concurso da Sefaz-AL?

São 160 itens no total: 60 na prova de conhecimentos básicos (P1) e 100 na de conhecimentos específicos (P2). O julgamento de cada item é CERTO ou ERRADO, no método do Cebraspe, e cada erro anula um acerto. Avançam para a prova discursiva os 375 candidatos de ampla concorrência, 25 de pessoas com deficiência e 100 de pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas mais bem classificados.

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